17 outubro 2014

A desvirtuosa maneira de chamar de coleção um conjunto aleatório de roupas

Não é de hoje, mas venho observando que estilistas chamam suas aglomerações de criações aleatórias ou até cópias, ou como dizem inspirações, de coleção. Mas, será mesmo que esse conjunto de peças devem realmente ter esse título.

O que acontece seja talvez a falta de um norte determinador e por que não de uma pesquisa mais aprofundada e séria sobre o que se propõe lançar. Então, você me pergunta: por que você não usa o terno criar? Acredito que criar parta antes de tudo de uma coisa exclusiva, sua, por vezes inovadora, algo que traga expressivamente seus traços, sua cara. E o que encontramos nas vitrines são peças que mudam de marca, que mudam de preço, no entanto, não de proposta. Não se identifica a essência, a identidade.

Diferentemente, quando olhamos um Versace. Até pelo averso, nós sabemos que é um. Por que é caro? Não, porque tem suas características acentuadas, à vista. Infelizmente, estilistas estão chamando de coleção a escolha de peças aleatórias que seguem as tendências mais vigentes.  Aliás, para mim, o estilista é um artista. O artista cria sua obra e a faz única, quem copia e reproduz não é digno de tal título, é um copiador apenas.

Vejam a coleção de Emílio Pucci, percebe-se tranquilamente a linha tênue que liga e relaciona os looks. Isso é coleção.



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