Nos últimos dias, eu ouvi uma frase bem interessante enquanto discutia com um amigo sobre as boas oportunidades de amar. Falávamos sobre a existência de bons (as) pretendentes, que os parceiros devem ter o mesmo ou um objetivo de vida semelhante, preferir as mesmas coisas, etc. Muitos e muitos outros requisitos foram listados principalmente por mim, quase montei um guia de autoajuda. Então, meu amigo me fez a seguinte pergunta: Décio, tudo bem observarmos isso e se por acaso, não existir o sentimento?
Nesse instante, toda a minha edificação foi destruída. De nada adianta ter em mãos todas essas observações, se não existir o que irá mover, o que é o combustível do relacionamento, que é o amor. Em termos bíblicos, o amor tudo suporta, tudo compreende, no entanto, não deixa de ser consciente. E acredito que, antes de tudo, deve nos fazer bem. Se não nos fizer bem, não é amor.
Relacionar-se com alguém é um exercício de humanidade que nos exige compreensão, desapego e vontade de construir junto, ser apoio e não tormento. O amor deve ser assim. Entre pessoas diferentes pode existir sim, por que não? Agora, nesse caso, o cotidiano é bem mais árduo. É bem mais complicado conviver com alguém que tenha um propósito e até gostos muitos divergentes dos nossos. Aqui, precisa-se do CEDER. Será que nós sabemos o que é isso? Muitos não.
Definir o que não pode e o que pode é complicado, somos complexos, imaturos, inconstantes, limitados, ilimitados, alguns interesseiros e oportunistas, outros de bom coração. No entanto, a relação humana (afetiva) cujo laço tem a imperfeição como nó, sempre necessitará de ajustes, ajustes que deverão ser de pleno acordo entre ambos. Isso é amor. Amor quer construir, que ver o sucesso, quer o afeto. Fora disso, desconheço outras manifestações desse sentimento. O que você pensa sobre isso? Conte-me.

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