Nossa dica de Música, vem recheada de melodia e poesia. Vamos conhecer mais sobre o cantor Juão Nin e sua Banda Androide sem Par.
Let's Go!!
>The Style:
Juão, quando você se descobriu cantor?
(Juão Nin):
Décio, eu não sei pontuar exatamente quando. Desde que me lembro ter consciência, sinto-me cantor no sentido de que sentia prazer em me expressar com a voz. Meu primeiro público foram os azulejos do meu banheiro, eu passava horas desperdiçando água e cantando, imitava os cantores das músicas que eu ouvia nas fitas k7s, TV e Rádio. Depois, comecei a inventar pseudos shows com meus amigos na rua, onde eu morava e já era inquieto. Aí, na adolescência, em Curitiba, fiz Coral durante um tempo e quando voltei à Natal, entrei no curso básico de canto da UFRN. Mas, larguei porque achei muito direcionado a um perfil que não era o meu, não queria ficar como os cantores que eu vi por lá: engessados no erudito com vícios que eu achava horríveis. Na verdade, eu não sou uma pessoa preocupada com a técnica e por isso, me identifico mais com os compositores.
>The Style:
Quais são seus referenciais?
(Juão Nin):
Pro Androide? Arnaldo Antunes, Cazuza, Legião Urbana, Lobão, Simona Talma, Luiz Gadelha, Luciana Pestano, Sérgio Sampaio, Lenine, Felipe Catto...
>The Style:
Por que sua banda se chama Androide Sem Par?
(Juão Nin):
Porque eu acho que, hoje em dia, a felicidade é muito pautada em ter alguém. Então, queria questionar isso em mim e na sociedade. A música de Cazuza, com esse nome, trata de forma crítica e até pejorativa o termo. E eu queria utilizar essa pequena "vilanidade" para sugar tudo o que ela poderia querer dizer, até "resignificá-la", contradizê-la, questioná-la e também reafirmá-la, enfim, brincar com os múltiplos significados.
É um termo síntese para a mecanização desenfreada e condicionada dos sentimentos contemporâneos. É o sentir sem pensar suficiente, contraposto ao ser muito racional e consequentemente frio. Eu montei minha própria armadilha.
>The Style:
Qual a "Vibe" da Banda Androide Sem Par?
(Juão Nin):
It's a down vibration. Severe.
>The Style:
Poesia & Boas Melodias é o que nosso meio musical precisa?
(Juão Nin):
Resumimos a poesia ao lírico, ao lúdico, à rima imbecil/pobre e aos trocadilhos. Acho que precisamos ampliar nossa percepção poética. Acho que a música precisa de pessoas mais sensíveis sim, independentemente do contexto em que estejam inseridas. Na verdade, tem muito artesão e pouco artista.
Juão Nin, meu querido, como foi bom conhecer esse seu lado "filosófico". É muito interessante conhecer outras perspectivas de mundo e você me propiciou isso. Além do que, quero deixar meus parabéns pelo ótimo e espetacular trabalho que vem desenvolvendo com a Androide Sem par, certamente, um orgulho para nós do RN.
Download Gratuito do CD Grave:
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Blog de Juão Nin
Artesão, Artista,Arte...
\Décio Filho/






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