Em um papo com um amigo,
apaixonado por música brasileira como eu, fui indagado se gostava de Djavan.
Respondi, sem titubear, que o compositor Alagoano era um dos meus prediletos.
Tanto como cantor - pois sua voz doce é inebriante - quanto quanto compositor -
de letras agudas e metáforas pouco óbvias; coloridas.
Djavan é uma das peças
fundamentais da música desse país, principalmente se considerarmos o recorte
anos 1980 e 1990.
Passa por ele, e seu violão
envenenado e sincopado, a mudança estética pela qual o samba brasileiro passou
nas duas décadas pós anos 70. Esse lance de usar a batida do violão com uma
pegada percussiva tem o DNA de "Djava". Flor de Lis e Fato Consumado são ótimos exemplos dessa contribuição.
Depois também teve o dedo do
compositor de Sina e Lilás a formatação e consolidação de um "groove"
brasileiro. Um jeito "verde e amarelo" de fazer "soul e black
music".
Mas o que me arrebata mesmo é
quando Djavan fala de amor. Porra. Quanta delicadeza. Quanta delicadeza. É a
sensibilidade exercida de uma ótica particular. Talvez, como ele próprio cita
na canção abaixo, que para mim é uma das pérolas do seu repertório, "um
amor de mulher".
Enfim, com vocês, Djavan
Caetano Viana, em Tenha Calma, de sua autoria:
(Djavan - Fotos: Divulgação)
Décio Santiago

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