31 março 2016

Música e Djavan – Autoria Vitor Pimentel

Em um papo com um amigo, apaixonado por música brasileira como eu, fui indagado se gostava de Djavan. Respondi, sem titubear, que o compositor Alagoano era um dos meus prediletos. Tanto como cantor - pois sua voz doce é inebriante - quanto quanto compositor - de letras agudas e metáforas pouco óbvias; coloridas.

Djavan é uma das peças fundamentais da música desse país, principalmente se considerarmos o recorte anos 1980 e 1990.

Passa por ele, e seu violão envenenado e sincopado, a mudança estética pela qual o samba brasileiro passou nas duas décadas pós anos 70. Esse lance de usar a batida do violão com uma pegada percussiva tem o DNA de "Djava". Flor de Lis e  Fato Consumado são ótimos exemplos dessa contribuição.

Depois também teve o dedo do compositor de Sina e Lilás a formatação e consolidação de um "groove" brasileiro. Um jeito "verde e amarelo" de fazer "soul e black music".

Mas o que me arrebata mesmo é quando Djavan fala de amor. Porra. Quanta delicadeza. Quanta delicadeza. É a sensibilidade exercida de uma ótica particular. Talvez, como ele próprio cita na canção abaixo, que para mim é uma das pérolas do seu repertório, "um amor de mulher".


Enfim, com vocês, Djavan Caetano Viana, em Tenha Calma, de sua autoria:

(Djavan - Fotos: Divulgação)



Décio Santiago

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